Quantas sementes que hoje lançamos à terra irão crescer até se tornarem árvores?
Fazêmo-lo ao longo de um caminho por nós idealizado, na esperança de algum dia obter o fruto do esforço. Tal como no passado outros fizeram. Tal como no futuro outros farão.
Ao longo da vida, todos passamos, de alguma forma, por processos de aprendizagem que nos enriquecem interiormente. E neles, o nosso 'caminho' acaba se cruzando com vidas passadas mais frequentemente do que se pensa, num percurso que acaba influenciando a individualidade, sugerindo por vezes a necessidade de isolamento, levando até à inevitável solidão. E, sem se dar por isso, o 'Espírito' desconhecido que pacientemente aguardava, entra sem bater à porta nem se anunciar. Simplesmente invade-nos a alma, transformando-a, enriquecendo-a, vestindo-a como uma segunda pele. De repente começamos a entender melhor a mensagem do passado, trabalhando-a no presente, para a devolver às futuras gentes.
Quantas das sementes assim lançadas se tornarão árvores?
Quanto do conhecimento se transmite? Quanto dele se perde para sempre? Processos que até há bem pouco tempo eram demorados e difíceis, hoje, na era da informação, estão à distância de um simples clic, caindo-se muitas vezes na tentação de pensar que a tecnologia nos dá automaticamente conhecimento e sabedoria, quando não passa de um mero instrumento. Dantes, havia tempo para aluno procurar o Mestre e o elo de transmissão fechava-se. Hoje, ambos, aluno e Mestre, sentir-se-ão perdidos na floresta de egos inflados, dos que já sabem tudo sem aprenderem nada. E o pouco que sabem, tomaram de alguém que ingenuamente (ou não) lhes confiou informação válida, genuína.
Temos exemplos disso nos blogs que publicamos, principalmente no "Templeiros Portugueses", que reproduzimos, devidamente assinalado como cópia do original entretanto extinto. Os seus conteúdos, no entanto, foram durante anos copiados levianamente por gente sem escrúpulos, fazendo-se passar por autores dos mesmos, ocultando a sua verdadeira origem. Esta desonestidade tornou-se infelizmente cultura vigente, praticada cada vez mais por gente de algum estatuto social que, de moderno e civilizado, só têm a roupa que vestem e pouco mais.
A alguns desses pseudo-amigos, a quem pessoalmente foi transmitida informação inédita e até confidencial, acreditando na sua honestidade intelectual, e que se intitulam hoje 'arqueólogos' de ocasião e 'historiadores' geniais (até livros escrevem!) usando e colhendo o fruto do trabalho dos outros, apetecia completar-lhes alguma dessa informação com uma boa dose de falsas pistas, daquelas sensacionais, 'inéditas', para o ridículo lhes cair em cima com estrondo. Tenho a certeza que se isso lhes acontecesse, iriam logo a correr jurar a pés juntos que o que antes afirmaram ser obra sua, afinal eram mentiras que tão maldosamente partilharam com eles... Na minha opinião era mais que merecido provarem do próprio veneno.
Nem todas as sementes devem ser lançadas à terra,
pois nem toda a terra as sabe receber...